1907 :Nasce na aldeia de S. Martinho de Anta (concelho de Sabrosa) em 12 de Agosto, Adolfo Correia Rocha.
1913 : Inicia a instrução primária na escola de S. Martinho de Anta e tem como professor o senhor Botelho.
1918 : Matricula-se no Seminário de Lamego.
1920 : Parte para o Brasil onde vai trabalhar na fazenda de Santa Cruz (Estado de Minas Gerais), propriedade de um tio paterno. Escreve aí os seus primeiros versos.
1925 : Regressa a Portugal e retoma os estudos, fazendo em apenas três anos os sete anos de liceu.
1928 : Matricula-se na Faculdade de Medicina de Coimbra e publica o seu primeiro livro Ansiedade.
1930 : Rompe com a "Presença", conjuntamente com Branquinho da Fonseca e Edmundo Bettencourt, depois de aí ter colaborado um ano. Publica Rampa (versos).
1933 : Licencia-se em Medicina
1934 : Publica A Terceira Voz (prosa) adoptando pela primeira vez o pseudónimo de Miguel Torga, em homenagem a Miguel Cervantes e a Miguel de Unamuno.
1936 Publica O Outro Livro de Job (poesia) e funda com Albano Nogueira a revista "Manifesto".
1937 : Publica a Criação do Mundo (1º e 2º Dias) e inicia uma viagem pela Europa.
1939 : Publica A Criação do Mundo (4º Dia) sendo logo apreendida. No seu consultório em Leiria, Miguel Torga é detido e conduzido à prisão do Aljube, em Lisboa.
1940 : Casa com a belga Andrée Jeanne Françoise Crabbé , a 27 de Julho, em Coimbra. Fixa consultório no Largo da Portagem desta mesma cidade. Publica Bichos.
1941 : Publica Contos da Montanha, que é apreendido, Diário (volume I) e as peças de teatro Terra Firma e Mar.
1945 : Edita o romance Vindima. A sua esposa André Crabbé Rocha é nomeada professora da Faculdade de Letras de Lisboa.
1948 : Morre sua mãe e publica o livro de poemas Nihil Sibi.
1953 : Aparece o 6º volume do Diário. Viaja de novo pela Europa.
1954 : Edita Penas do Purgatório (poesia). É-lhe atribuído o prémio Almeida Garrett que recusa. Profere conferência em Minas e Rio de Janeiro.
1955 : Surge Traço de União (prosa). Nasce sua filha Clara Rocha.
1956 : Sai o 7º volume do Diário. Morre seu pai.
1958 : Publica Orfeu Rebelde e é homenageado pelos seus colegas do curso médico de 1933.
1959 : Apreensão pela censura do oitavo volume do Diário que acabava de sair.
1960 : É proposto como candidato ao Prémio Nobel da Literatura por um professor da Universidade de Montpellier. Os escritores portugueses vão preferir outro candidato, Aquilino Ribeiro.
1965 : Edita Poemas Ibéricos.
1969 : Recebe o prémio literário "Diário de Notícias". Publica no jornal "A República" de 29 Outubro os poemas Esperança e Um Poema.
1973 : Sai o décimo primeiro volume de Diário e participa numa viagem a Angola e Moçambique. 1976 Publica Fogo Preso. É galardoado com o Prémio Internacional de Poesia da XII Bienal de Poesia de Knokke Heist na Bélgica.
1978 : Novamente proposto ao Prémio Nobel. Recebe a Medalha de Honra da Associação Internacional de Reitores. Pelos seus cinquenta anos de actividade literária é homenageado em Lisboa na sede da Fundação Gulbenkian.
1980 : É galardoado com o Prémio Morgado Mateus ex aequo com Carlos Drummond de Andrade.
1981 : Publica o sexto Dia de A Criação do Mundo. É distinguido com o prémio Montaigne, patrocinado pela Fundação F.V.S. de Hamburgo.
1989 : Recebe o "Prémio Camões", o principal galardão literário em língua portuguesa.
1990 : Sai o décimo quinto volume do Diário. É homenageado em Coimbra pelo Goeth Institute e pela Academia de Coimbra a propósito dos 700 anos da Universidade.
1991 : Novamente proposta para candidato ao Prémio Nobel pela Associação Portuguesa de Escritores.
1993 : Publica o décimo sexto e último volume do Diário.
1995 : Morre a 17 de Janeiro, em Coimbra, e é sepultado numa campa rasa em S. Martinho de Anta.